E-book Meninas Super Poéticas

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Diário de Angélica - Episódio II

Atrevida e Aventureira

O Diário de Angélica 

Final de semana agitado, Angélica recebera em sua casa a visita de suas sobrinhas, justo no fim de semana que tínhamos queimada no SENAI.
-Uau! tive uma idéia, vamos todas para a quadra, vai ser bárbaro!
- Como assim? E as sobrinhas? Não dar pra deixá-las aqui.
- Uai, então as levamos. Você mesma me disse que a Drika é ótima na quadra. Então o que estamos esperando!?! Sempre precisa de mais uma.
- É, é verdade, vamos lá então. Ligue pra Paloma, veja se dar pra ela ir.
-Ok.
Peguei a agenda telefônica, e o telefone, e disquei para a amiga morena.
- Paloma! Oi querida, o que tá fazendo?
- Tõ fazendo bolo com mamãe, de chocolate, adoro.
- Puxa vida!
- O que foi?
- Nada de mais, pensei que estivesse livre. Vamos para o Senai, vamos jogar queimada?
- Não, dessa vez não vai dar.
- Ok! Vamos sentir sua falta. Beijos.

Um segredinho da Drika, ela era muito mimada, além de ser lindíssima, loiro, cabelos de seda, uma paquita.
Super delicada, eu acabava sendo babá da figura. Muito adorável, um doce melado. Eu adorava a sua companhia, apesar de muitas vezes ser capacho. Fazia parte, né!  "Aturável, entre aspas."

Começou a partida, eu deixava todas as bolas passar. Não pegava uma, e quando me arriscava, era queimada.
Drika, era fenomenal, riu bastante e se deleitou, até que, uma bolada não prevista, acertou suas faces de maças,  avermelhadas e super delicadas.
- O que eu vi? Rum! Vi uma boneca se desmanchar em lágrimas.
- Quem foi socorrer a dondoca? Eu é claro. Porquê será?
- (Risos), porque eu havia feito a proeza. Não foi proposital, mas deu certo, acabei com toda pose de
Patricinha dondoca, que ganhava todas. Depois fiquei com remorso.

Fim de jogo, depois dessa, acabou o clima da queimada, todas abandonaram o campo.
O fim de semana, estava apenas começado.
A noite, fizemos a nossa pequena reunião na sacada de Angélica, de lá tínhamos a visão da rua, e nada
e nem ninguém escapava dos nossos olhos. Brincamos de jogo da velha, e selecionamos balas Ice Kiss, as de frases românticas, ou tipo: Quero teu beijo, algo desse tipo, as preferidas, era as de sabor de melancia.

- Já deu a hora, tenho que ir, antes que mamãe chame.
- Tchau, amanhã combinamos algo, que tal nos reunirmos aqui novamente?
- Certo, amanhã após o almoço. - Combinado.

Chguei em casa, resolvi dormir no quarto de reserva, separado da casa principal,
era um quarto especial que mamãe fizeram para relaxar, e um recanto para pensar, ler e escrever. Adorava aquele lugar, era bem rústico coberto de sapê, super ventilado, como morávamos em uma região quente, era propício para fugir das noites escaldantes. Na verdade eu era a única que curtia aquele silêncio, adora as noites enluaradas.

Amanheceu, o dia despertara lindo, ensolarado, com poucas nuvens!
Não via a hora de passar o almoço, estava ansiosa para a próxima reunião do clube da Luluzinha.

Um pouco antes do almoço, dei um pulo na casa de Angélica, na verdade ela era minha vizinha. Entrei chamando por ela, uma voz lá no fundo respondeu, entra, tô aqui, a casa dela era enorme. Pra minha surpresa encontrei o diário dela dando sopa. Adorávamos, escrever, quando o assunto era um segredo, e não podíamos dividir com alguém, escrevíamos.
A página marcada, era justo a do dia da rádio FM, fotografei com o olhar, leiam:
 
Episódio Rádio FM
Querido diário, hoje eu fiz algo que me doeu um pouco, mas foi para o bem dela, falei pro Marlon que ela não o suportava que ele não fazia o tipo dela,  menti sobre os bilhetinhos que ele enviara, me doeu, porque traí minha melhor amiga. Puxa, e o pior, ainda fiquei com ele!
Isso está me roendo os pensamentos, não sei o que fazer às vezes a língua coça pra contar, mas tenho medo dela não me perdoar.
Eu não consigo parar de pensar no Edi, o meu pensamento voa até ele, já não sei mais como disfarçar minha paixão por ele. Edi, Edi...
Querido diário, me diga o que fazer, fale ao menos alguma coisa!?!
Então fora assim..na verdade descobri que ela jogou água no meu encontro, disse pro Marlon, que não ia com a cara dele, e que todos os bilhetinhos, fora ela que havia enviado.

-Oi, cadê você? Você ainda está ai?
Não respondi nada, e voltei pra casa, remoendo a descoberta.
-Será porquê ela fez isso? Nós somos tão amigas. Puxa, tô passada.
-Me aguarde, pensei!

Não demorou muito para ela me procurar. Oi amiga, o que você queria?
- Que cara é essa?
- A única que eu tenho.
-Porquê?
- Nossa tá uma cara, um bico, o que foi? Tá zangada?
-Não, não, eu tô bem, só acordei meia assim, sei como.

-Vamos melhorar esse astral, cuida, não gosto de te ver assim.
- Já disse tá tudo bem.
- Beleza, se tu diz, eu vou acreditar. Mas você não me engana.

Angélica saira, eu fiquei pensando num plano, para o encontro da tarde,  só pensava em dar o troco.

Zazá Olíver

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